Zero-27

Judith me perguntou hoje quando eu vou terminar o livro. Eu disse para ela que não tenho certeza de que seja um livro. Não há começo, meio ou fim até agora e, na maior parte do tempo, estou jogando conversa fora. Ela me abraçou, me beijou e falou que eu era um artista e tinha mais dignidade que um funcionário de escritório. Mas a dignidade não paga minhas contas, minha Faculdade e sua cocaína. Meu pai faz isso por nós.

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