Zero-32

A Faculdade não me toca. Embora eu tenha voltado a freqüentar as aulas, realizado meus trabalhos acadêmicos e debatido com meus professores, ela não me toca. Prefiro perambular pelo campus com uma máquina fotográfica que quase não uso mais a sair com meus colegas para beber em um bar. Não freqüento suas festas. Não decoro seus nomes. Não participo de Diretórios e não dou bom-dia ao porteiro. Minha capacidade de sociabilizar foi inteiramente gasta com um grupo de poetas farristas metidos a magos. E, quando chego em casa, encontro Judith de pijamas (meus pijamas) sentada no carpete assistindo “Melrose”. Eu deveria consultar um psicólogo, mas eu sou um estudante de psicologia e tenho a obrigação de saber onde está o erro. “A culpa é dos pais”, diz Judith. OK, então, me passe o controle remoto e me diga como foi o seu dia.

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