Pharad tinha para todos eles o mesmo significado do Baralho: sempre imprevisível, mas confiável. Uma pessoa não conseguia ver Pharad da mesma forma que outra. Para alguns ele não passaria de um farsante de sorte, que estava no lugar certo, na hora certa e com as melhores cartas na Guerra do Abismo. Outros acreditavam que sua pretensa solidariedade e refinamento esconderiam um inescrupuloso necromante. A maioria deles sucumbia diante de sua simpatia e inteligência ou tramava contra ele, pensando poder se aproveitar de uma inocência latente. Mas a verdade é que ele é tudo isto. Charlatão, frio, carismático e ingênuo.
Sua idade oscilava. Num instante, ele aparentava ser tão antigo quanto a Fonte, seus olhos milenares escondendo terrores inomináveis. E, logo em seguida, explodia em uma gargalhada tão despojada… Pharad podia ser uma criança. Educado como um lorde, nunca foi visto perdendo a calma.
Seus traços, assim como o nome que usava, eram árabes. E, ao que tudo indica, os árabes inventaram o baralho.

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