Zero-72

Ultimamente, eu tenho gastado minhas tardes freqüentando cinemas de todo tipo, desde pulgueiros com filmes de monstros até salas chiques com filmes de Arte. Então é assim: passo minhas manhãs dormindo até o meio-dia, vou ao cinema de tarde e depois volto para casa para comer uma pizza e decidir o que vou assistir no dia seguinte. E, antes que perceba, já estou em Outubro, incapaz de lembrar se aconteceu algo de bom para mim ou para o mundo em Setembro.

Olho para as páginas soltas em cima da escrivaninha e tento me concentrar em algo mais para dizer sobre os últimos anos. Meus dedos vão até uma carta de Francine que eu ainda não tive tempo para abrir, e eu fico brincando com o envelope, escutando Iggy Pop mandar ver em uma versão ao vivo de “The Passenger” que está tocando em meu tape-deck e acabo me lembrando de uma prova que não fiz ontem e de um encontro que eu marquei para amanhã e vou faltar. Melanie não ligou.

Saio do estupor quando a música acaba. Visto um jeans surrado e decido sair até o Sandman, nem que seja só para comprar cigarros.

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