Introdução

Quando olhamos ao nosso redor e vemos o fluxo contínuo do trânsito urbano com toda sua velocidade neurótica de cotidiano, seus valores e necessidades, as regras duras da vida capitalista, a lógica fria que rege nossos corações da hora do nascimento até o momento final, achamos que conhecemos tudo e que este mundo nos pertence, plenamente dominado, os mistérios revelados ou esvaziados de interesse, a natureza domada aos pés da civilização e o medo da noite extinto ou substituído por variantes modernas.

Ledo engano.

Há mais do que isto. Há um Mundo Ausente, simultâneo ao nosso, pródigo de acontecimentos que permanecem ocultos aos olhos do homem comum. É um universo de espetáculos, onde criaturas que deveriam existir somente na imaginação caminham paralelas ao mesmo fluxo urbano, mas em outro ritmo. No mesmo ônibus em que o professor retorna para casa depois de um dia estafante de trabalho está sentado um Homem-Cobra de 150 anos de idade tocando sua vida da melhor maneira possível depois da Guerra do Vietnã. A mesma boate freqüentada pela elite financeira da grande metrópole também é um point para Elfos em busca de diversão ligeira. Tudo ocorre ao mesmo tempo: a duas quadras daqui há uma guerra entre Carniçais de Casas diferentes e, do outro lado da cidade, um Santo e um Demônio permanecem estáticos um em frente ao outro, enquanto suas almas travam um Duelo de vida ou morte na Esfera Fogo.

As histórias se misturam, o Mundo dos Laicos se entrelaça ao Mundo Ausente em segredo, os grandes eventos de uma metade do mundo se refletindo no outro. Trata-se de um segredo guardado por todos, com muita dificuldade, manipulação e, ocasionalmente, sangue.

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