Volume 1 – Carta 30

“Caminho por Londres

Perdido na solidão de minha chuva

Perseguido pela sombra da lápide

Horror, horror

Estou procurando por flores no caminho

Mas o sangue se acumula

O toque invisível da mão de um amigo

E o rugido da selva ecoando sobre Londres

Assassinos e Meretrizes

Olhem para mim

Me aclamem, me temam e me respeitem

Na margem do caminho encontro as flores que procuro

São como anjos

Vejo um voando contra o veludo noturno

São como demônios

Ouço os tiros, ouço os gritos

Mas a eles meu corpo pertence

Caminho por Londres

E sou o Rei de Espadas

Morte nos olhos

E sou a Dama de Paus

A vida nas mãos

Sou todos

Amo todos

Flores e Sangue

Porque ao Baralho minha alma pertence

Minha Família é forte e antiga

Sábias são suas palavras

E suave o seu encanto

Sei que quando parar de correr

Haverá um lugar para repousar

Carícias em meu rosto

Apenas flores, nada de sangue

Porque no Carteado meu coração reside.”

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